Quando o médico viu os hematomas no pulso e as marcas nas unhas de uma mulher, mandou chamar a polícia. O marido chegou furioso com a mãe, exigindo levá-la embora. Ela respondeu calmamente: “Eu não vou”. Então, o médico perguntou quem preparava seu chá todas as noites…
PARTE 1 — Chame a polícia. Agora. E não permita que o marido desta mulher entre nesta sala! — ordenou o médico, olhando fixamente para minhas unhas. Naquele instante, senti um medo que nunca havia experimentado. Eu tinha ido ao hospital por causa de uma dor de cabeça insuportável. Não imaginava que, em poucos minutos, descobriria algo capaz de destruir tudo o que acreditava sobre meu casamento. Meu nome é Vitória, tenho 34 anos e moro em Belo Horizonte. Naquela manhã, cheguei ao pronto-socorro usando uma camisola por baixo de uma calça de moletom do meu marido. Nos pés, chinelos emprestados. Eu mal conseguia caminhar. Havia meses que minhas pernas formigavam. Minhas mãos tremiam sem motivo, e uma fraqueza assustadora tomava conta do meu corpo. Às vezes, precisava me apoiar nos móveis para atravessar a sala. Meu marido, Marcelo, dizia que tudo era consequência do sofrimento. — Você perdeu seus pais, Vitória. Seu corpo está reagindo. Pare de procurar doença onde não existe. Meus pa...